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Coworking ou aluguel de consultórios: qual é a diferença?

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A maioria dos profissionais de saúde sonha em ter o próprio consultório. Nem sempre estão disponíveis, porém, as condições ideais para esse tipo de empreendimento. A logística é mais complicada do que parece, associando ao ofício diversas responsabilidades e despesas administrativas. O modelo de coworking, assim, surge como uma alternativa inteligente para quem quer obter todos os benefícios de um consultório sem ter que bancar uma unidade exclusiva.

É o caso de profissionais em início de carreira, cujas agendas ainda estão divididas entre plantões e cursos, e de trabalhadores mais experientes que querem se reinventar ou que passam por dificuldades financeiras. O coworking pode ser o pontapé inicial para alavancar a carreira em direção ao tão sonhado consultório. 

Mas você sabe o que é um coworking? Consegue diferenciá-lo de um aluguel de consultórios? Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber para decidir qual modelo adotar para o atual momento de sua carreira.

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O que é coworking?

O coworking é um modelo no qual diferentes profissionais compartilham o mesmo espaço de trabalho, reduzindo custos e contando com infraestrutura e serviços em comum. É uma forma de usufruir de todos os benefícios sem arcar com as responsabilidades administrativas do local, como manutenção, funcionários, contabilidade, entre outras. Tudo já está incluído no pacote, cujo valor deve ser pago conforme o uso.

Na maioria dos coworkings da área de saúde, o método de pagamento aplicado é o pay per use (em tradução livre, pague pelo uso), conhecido de diversos segmentos. Em termos gerais, o profissional só paga pelos horários que, efetivamente, utilizará. Um médico, por exemplo, só aluga o espaço para os períodos em que já tem pacientes agendados – se quiser, ele pode contratar apenas algumas horas mensais e distribuir suas consultas pelo tempo estabelecido. A reserva pode ser feita, inclusive, pelo celular, com até 24 horas de antecedência.

Coworking x aluguel de consultórios

Quando se fala de coworking e de aluguel de consultórios, não há modelo melhor ou pior, mas sim o mais adequado para o momento atual. Apesar da aparente similaridade, seus públicos-alvo são diferentes entre si, com necessidades e prioridades próprias. É necessário, portanto, avaliar as opções e adaptar-se às situações vigentes.

Para quem ainda não tem condições de gerenciar um consultório alugado, que deve ser pago mesmo quando não há consultas marcadas, o coworking aparece como uma alternativa prática e flexível. Profissionais em início de carreira, em especial, são mais propensos às facilidades do modelo, que costuma poupar custos e recursos. 

Secretárias especializadas, softwares médicos, sistemas de prontuário eletrônico, gerenciamento de agenda, manutenção do ambiente físico – tudo isso está à disposição de todos os profissionais envolvidos no coworking, sem as preocupações da rotina de quem gerencia um consultório próprio. Serviços agregados podem ser contratados à parte.

Alguns profissionais, no entanto, precisam de um espaço só deles, com estruturas maiores para os atendimentos. Nessa situação, o coworking não seria capaz de suprir suas necessidades, que tendem mais para o aluguel de consultórios. É o caso de oncologistas, oftalmologias e otorrinolaringologistas, por exemplo, cuja aparelhagem ocupa muito espaço e pode não comportar a rotatividade.

Assim como existem empresas especializadas em coworking, com espaços compartilhados, há também plataformas especializadas no aluguel e na sublocação de consultórios. A Appoints é uma opção, que permite que você encontre facilmente salas para alugar.

Também é preciso ficar atento às possibilidades e imposições financeiras. Se o volume de atendimentos cresce, o profissional pode renunciar ao coworking e alugar seu próprio consultório – e vice-versa: em caso de perda de receita, ele pode reduzir custos ao migrar para o coworking, sem prejuízo na qualidade de seus atendimentos.

Breve histórico dos coworkings

Embora suas bases já estivessem se firmando ao longo das décadas – com cafeterias e espaços públicos onde profissionais se juntavam para trabalhar –, foi em 2005 que o coworking finalmente se consolidou como modelo viável, graças ao programador norte-americano Brad Neuberg.

Começou em São Francisco, no estado da California, quando Neuberg enfrentava dificuldades em sua carreira. Insatisfeito com seu emprego, ele trabalhava sozinho em projetos paralelos, mas buscava uma forma de mesclar a infraestrutura do mercado formal com a liberdade de um profissional independente, sem o ônus do isolamento. Neuberg decidiu chamar isso de “coworking”, um termo emprestado do design de games e agora aplicado a espaços físicos e compartilhados.

Ele se juntou a mais dois empreendedores e criou o San Francisco Coworking Space, o primeiro espaço destinado a coworking de que se tem registro oficial, embora protótipos desse modelo já tivessem aparecido em anos anteriores. 

O termo “coworking” se transformou. O conceito virtual, proveniente do design de games, ficou para trás, enquanto mais e mais empreendedores adotavam o espaço físico compartilhado. Trata-se de uma forma eficiente e inovadora de abrir as portas para que trabalhadores pudessem alavancar suas carreiras com menos custos e mais liberdades, além de compartilhar experiências e gerar novas oportunidades por meio do networking – a construção de redes de contato no mercado de trabalho.

As facilidades oferecidas pelo modelo não passaram despercebidas. Gradativamente, vários centros de coworking começaram a aparecer pelos Estados Unidos e, pouco depois, ao redor do mundo. Seus adeptos eram aqueles que precisavam de alternativas durante momentos cruciais de suas carreiras, quando não havia condições de bancar um negócio isoladamente.

Nas últimas décadas, o número de ambientes para coworking registrou aumento expressivo, principalmente nos Estados Unidos e em países da Europa e da Ásia. Só em território norte-americano, já são cerca de 500 mil profissionais trabalhando em espaços compartilhados, de acordo com o Statista, departamento alemão de pesquisa sobre o mercado de trabalho.

O Brasil não ficou de fora. Segundo censo do coworkingbrasil.org, o modelo registrou crescimento de 25% entre 2018 e 2019, em quase 200 municípios com unidades ativas. São mais de 1500 espaços de coworking distribuídos pelo país. 

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Benefícios do coworking

A ideia de compartilhar espaço de trabalho com profissionais desconhecidos pode não ser atraente para todo mundo. As vantagens do coworking, no entanto, ultrapassam largamente essa intimidação inicial. Embora, como já vimos, o modelo esteja longe de ser universal, sua praticidade pode ser de grande ajuda para momentos específicos da carreira.

Listamos abaixo os principais benefícios da adesão ao coworking: 

Localização

O coworking permite ao profissional o atendimento em diferentes endereços oferecidos pelo pacote, que rompe a dependência em relação a um consultório fixo. É comum que se trabalhe com uma lista de locais facilmente acessíveis aos pacientes, em áreas centrais próximas a linhas de transporte. Na hora de decidir onde atender, é fundamental levar isso em consideração.

Flexibilidade

Utilizando o método pay per use, o coworking oferece, sob custos menores, amplas possibilidades de agenda para os profissionais, que pagam apenas pela somatória de minutos de utilização. Isso permite que um médico, por exemplo, customize totalmente a sua rotina de consultas com base em suas necessidades e nas de seus pacientes.

Não são poucos os profissionais de saúde que dividem seu tempo entre cursos, plantões e consultórios, sem condições de se fixar em apenas uma das atividades. Isso sem contar, é claro, os momentos de lazer, com filmes, séries e horas de descanso. A flexibilidade da agenda oferecida pelo coworking surge como elemento fundamental para que eles consigam os rendimentos das consultas, fora dos horários convencionais, sem abrir mão de seus demais compromissos e de sua saúde mental e física.

Como não há necessidade de gerir o consultório, o profissional tem uma carga a menos na hora de realizar os atendimentos, cujo volume não precisa sobrecarregá-lo para atender à pressão financeira de despesas administrativas. 

Além dos recursos do próprio local, também é possível trazer a própria secretária para dentro do modelo, caso seja da preferência do profissional. A maioria das secretárias, após determinado tempo, já está familiarizada com a agenda e com a carteira de pacientes de seu empregador, de modo que, com a ajuda delas, a transição para o coworking fica muito mais suave.

Estrutura completa

Caso o profissional prefira migrar completamente, sem trazer nenhum elemento de sua antiga rotina, a estrutura de coworking tem condições de suprir suas necessidades com um leque de recursos – que vai além de secretárias especializadas, com equipamentos, sistemas de prontuário eletrônico e até café, água e produtos de limpeza para o ambiente.

Assim, os detalhes estruturais e administrativos não entram no caminho do exercício integral do ofício, como acontece com muitos profissionais de saúde que iniciam seu próprio negócio. Todos os serviços de um grande consultório, com exceção daqueles que demandam áreas maiores e exclusivas, estão disponíveis. É possível, portanto, dedicar-se inteiramente à profissão, sem preocupações adjacentes.

Networking 

O networking é uma das principais formas de atrair novos pacientes. Com a rotatividade e o compartilhamento do espaço físico, o coworking permite estabelecer uma rede de contatos com profissionais de diversas áreas, trocando experiências e encaminhando pacientes. É comum que se formem parcerias entre médicos de especialidades diferentes, por exemplo, para complementar determinados tratamentos.

Desvantagens do coworking

Antes de tomar uma decisão acerca do modelo a ser adotado para a rotina profissional, é imprescindível conhecer não só as vantagens de todas as opções, mas também seus pontos fracos. É na balança entre prós e contras que se descobre o ajustamento ou a inadequação de cada alternativa para o momento atual.

A principal desvantagem do coworking é também a mais óbvia: a falta de espaço e de privacidade. Como o consultório não é exclusivo, pode não ter condições para um toque mais personalizado. O tamanho do local também influencia muito na sua viabilidade para determinadas áreas, que requerem estrutura ampla e exclusiva, como as já citadas oftalmologia e otorrinolaringologia, por exemplo.

Por fim, há a questão da disponibilidade. Com o rodízio de salas e endereços, é comum que as melhores e mais visadas unidades se tornem também as mais raras, por estarem sempre ocupadas. Se o profissional tem uma sala favorita na qual gostaria de firmar suas bases, a flexibilidade do modelo de coworking, antes vista como vantagem, pode se tornar um obstáculo.

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Boas práticas para o coworking

É importante se adaptar e adotar novos hábitos ao migrar para um ambiente compartilhado de trabalho. Em um consultório próprio, o profissional pode tomar liberdades e agir da maneira que mais lhe convém, mas a dinâmica é diferente quando se trata de uso coletivo. Por diversas razões – listadas ao longo do artigo –, a convivência com colegas de trabalho é um elemento-chave para uma experiência bem-sucedida no modelo de coworking.

Tratar o coworking como seu local físico de trabalho

É verdade que, em um sistema de coworking, as salas e os ambientes de trabalho nem sempre serão fixos. O rodízio não só é comum, mas também necessário, já que potencializa a flexibilidade da agenda e a facilidade de acesso para os pacientes.

Torna-se essencial, portanto, encarar o ambiente compartilhado como se fosse seu verdadeiro local fixo de trabalho, independentemente das mudanças. Assim, o profissional tem menos chances de perder a noção de rotina e consegue explorar melhor os benefícios do sistema. 

Como qualquer consultório, o espaço não serve apenas para prestar atendimentos. Também pode ser utilizado para estudar, para realizar reuniões e para laudar exames, por exemplo. A otimização do ambiente de coworking é essencial para estabelecer uma rotina e buscar a melhor adaptação possível.

Participar das interações sociais

Para desenvolver o networking, é importante escolher um ambiente que incentive a interação entre os profissionais. Isolar-se não é boa ideia quando se utiliza espaços de coworking, pois pode limitar muito o crescimento profissional. Momentos de socialização, como pausas para café, promovem a formação de parcerias e a troca de experiências, informações e indicações.

Promover a boa convivência

Com o ambiente compartilhado, a boa convivência não é mera cortesia. Trata-se de um dos principais requisitos para a viabilidade do modelo, com impactos no desempenho de todos os envolvidos. São atitudes simples, mas comumente desmerecidas em alguns ambientes de trabalho: cumprir os horários de utilização, manter o local limpo e arrumado, usar fones de ouvido e evitar barulhos desnecessários, por exemplo.


E aí? Ainda tem dúvidas sobre o coworking? Quer saber mais sobre a área de saúde? Não deixe de acompanhar o blog da Appoints, sua nova plataforma de aluguel de consultórios.

Categorias: Locatários

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