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Preço de consulta médica: como definir o seu!

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Neste blog, discutimos desde como montar um consultório médico até dicas de ferramentas para auxiliar na gestão e os erros mais comuns a se evitar no dia-a-dia do trabalho. E agora? Tudo montado, ferramentas instaladas, conhecimento sobre gestão na cabeça… mas ainda falta decidir quanto cobrar pela sua consulta!

Essa tarefa pode parecer algo simples, mas não é. O valor cobrado pelo atendimento é, inclusive, bem variável entre médicos de uma mesma especialidade, por exemplo. Além dos pontos que ainda vamos listar, o tempo de carreira e currículo do profissional possuem pesos importantes no preço. Uma médica com 30 anos de experiência, um doutorado e outros certificados vai cobrar um preço muito maior que um médico recém-formado, mesmo que os dois atendam na mesma clínica.

Antes de entrarmos na lista, é importante mencionar também a diferença entre uma consulta pública e uma privada, principalmente aqui no Brasil, onde esses dois contextos de saúde são bem distintos.

Confira também:

Consulta Pública x Consulta Privada

Quando falamos em consulta pública no Brasil, nos referimos principalmente ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nele, o governo é o responsável por determinar o preço da consulta e quanto será repassado ao profissional, podendo reajustar quando julgar necessário.

Consulta privada, por outro lado, pode seguir dois caminhos:

  1. Convênios e Cooperativas: aqui, o profissional presta serviço para a empresa por um determinado preço, o qual um valor fixo é repassado para ele.
  2. Liberal: nesse caminho, o profissional tem total liberdade para definir o preço do atendimento e o valor total fica com ele.

O segundo caminho é a famosa “consulta particular” e aumentar o número dessas consultas é o principal objetivo de muitos profissionais. Atender de forma particular dá uma maior autonomia, assim como maiores chances de aumentar a lucratividade.

Tendo em mente profissionais que planejam atender “no particular”, listamos abaixo alguns pontos importantes a se considerar quando for decidir o preço da sua consulta.

Valor investido

Essa tarefa não é fácil, mas com qualquer projeto ou empreendimento novo, antes de definir o quanto cobrará pelo seu serviço ou produto, é preciso ter bem claro quanto foi investido para estar apto a oferecer seu trabalho.

Em um consultório ou clínica, liste tudo que foi gasto na infraestrutura do espaço, desde custos de obra, reforma, equipamentos, etc. Além disso, as despesas mensais que você tem com funcionários, energia, manutenção, entre outras, também devem ser levadas em consideração. 

Entraremos em mais detalhes sobre os gastos com a infraestrutura e despesas em outros pontos abaixo. 

Realidade do seu paciente

Independentemente do valor investido para montar o consultório e das despesas mensais que você incorre, a realidade do seu paciente tem um peso importante na precificação das suas consultas e não pode ser subestimada.

Se você, quando abriu um consultório próprio, decidiu que focaria seus atendimentos em pessoas de renda mais baixa, o preço da sua consulta precisa ser coerente com a realidade daqueles que você vai atender. O mesmo vale para o contrário, você pode subir mais o preço se o seu público-alvo são pacientes de alta renda.

No caso de um profissional com mais de um consultório e em diferentes regiões, também é necessário haver uma adaptação. Por exemplo, se você atende em cidades diferentes e, em uma delas, a renda é bem menor, faz sentido reduzir o preço, caso contrário dificilmente você terá demanda de pacientes.

Competição e mercado

Aqui, é de extrema relevância realizar uma pesquisa de mercado para entender quanto os profissionais que atendem um público parecido com o seu estão cobrando pelas suas consultas. 

Neste momento de análise, é válido pesquisar diferentes especialidades e profissões que atuam na sua localidade, a fim de se obter um maior entendimento do preço praticado na região.

Através dessa análise, você terá uma melhor base para saber tanto o piso de preço quanto o teto, evitando que você fuja da realidade quando começar a atender e cobrar seus pacientes, mantendo-se competitivo. 

Seus diferenciais

Agora é o momento de uma autoavaliação. O que você tem a oferecer aos pacientes? Qual seu diferencial em relação à concorrência?

Alguns exemplos de diferenciais, entre outros, podem ser:

  • Atendimento humanizado: o cuidado com o paciente é a maior prioridade, desde a sua chegada no consultório até o pós-consulta.
  • Tempo de espera dos pacientes: o horário marcado para os atendimentos é sempre respeitado, você raramente atrasa.
  • Experiência própria na área: você possui anos de experiência, diversos títulos e cursos realizados.

Aqui também é importante ser honesto consigo mesmo sobre os pontos fracos e balancear a decisão da precificação levando todos os pontos em consideração, por exemplo:

  • Atendimento demorado: você tem o costume de atrasar consultas e deixar os pacientes esperando, mesmo que seja pouco.
  • Processos antiquados: o agendamento de consultas é feito presencialmente e o preenchimento de ficha na chegada no consultório é escrito à mão pelo paciente. 
  • Equipamentos antigos: você montou seu consultório há alguns anos e manteve os mesmos equipamentos, mesmo com o lançamento de alguns mais novos e tecnológicos.

Sua infraestrutura

Expandindo um pouco mais o primeiro ponto sobre investimento, aqui vamos explorar tudo que foi construído ou reformado na infraestrutura do seu consultório para poder atender os seus pacientes.

Neste ponto, incluem-se fatores como:

  • Localização do consultório;
  • Conforto do paciente em todos os ambientes;
  • Nível dos equipamentos comprados;
  • Softwares adquiridos;
  • Capacitação e contratação de funcionários;
  • Manutenção da estrutura e dos equipamentos; entre outros

Todos os fatores citados acima devem ser considerados quando você for precificar a sua consulta. Caso você tenha tido gastos maiores com a infraestrutura do seu consultório, pode optar por cobrar mais caro pelas consultas para obter um retorno mais rápido do seu investimento. 

Seus custos e despesas

Esse tópico anda de mãos dadas com o ponto acima. A diferença é que aqui você vai listar todos os seus custos e despesas mensais para manter o consultório funcionando.

Abaixo listamos alguns:

  • Aluguel e IPTU do imóvel;
  • Salários;
  • Impostos;
  • Energia, água, gás;
  • Marketing;
  • Materiais de escritório; entre outros

Aqui, é de extrema importância saber quanto de dinheiro está saindo mensalmente do seu consultório. No final do mês, o valor recebido pelas consultas deve ser maior que o gasto, caso contrário você não terá dinheiro para cobrir suas despesas. Isso pode parecer óbvio, mas infelizmente é algo que acaba sendo muito negligenciado por profissionais da área da saúde.

Uma boa gestão financeira é fundamental, de forma que exista um bom controle do fluxo de caixa (entradas e saídas de dinheiro) do consultório. Dessa forma é possível planejar quanto você precisa trabalhar e cobrar para cobrir as despesas e custos mensais.

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Tempo de dedicação ao consultório

Você pretende trabalhar de forma integral no seu consultório ou vai dividir seu tempo entre outros empreendimentos ou clínicas e hospitais?

O tempo que você dedica ao seu consultório pode influenciar diretamente no preço da sua consulta. Se você pretende usá-lo apenas uma vez na semana, por exemplo, aumentam-se as chances de ter uma demanda maior do que você pode oferecer, o que te permite subir o preço. Nesse caso, você pode aproveitar e alugar o seu espaço nos períodos ociosos para garantir mais uma fonte de renda com a Appoints.

Por outro lado, trabalhar de forma integral no consultório te permite ter uma total dedicação e ocupar toda sua agenda com consultas. Assim você pode considerar reduzir o preço da consulta para aumentar a demanda de pacientes e sempre ter a agenda cheia.

Percepção de valor x preço da consulta

Qualquer que seja o preço que você definir para a sua consulta, entender o conceito de percepção de valor é necessário para todo profissional da saúde. Esse conceito é bastante abstrato e difícil de se mensurar, mas o seu entendimento pode fazer toda a diferença na fidelização dos seus pacientes.

O preço da consulta é bem óbvio: é a quantidade de dinheiro que efetivamente sai do bolso do seu paciente. A percepção do valor vai muito além do preço pago pela consulta. Ela é o sentimento, a sensação que o paciente tem de que o preço que ele pagou pela consulta foi “justo” ou até mesmo “barato” perto do que ele recebeu do profissional.

Essa percepção de valor maior que o preço pago pela consulta envolve o atendimento pontual, a dedicação em ouvir e investigar o que há de errado, o café que ele tomou na sala de espera, o esclarecimento de dúvidas, entre diversos outros motivos. 

A ideia primordial é: entregue sempre a mais. Se o paciente sair com a percepção de que o valor que ele recebeu de você foi maior que o preço pago, com certeza ele vai voltar e falar de você para amigos e familiares. 

É importante destacar que não é uma tarefa fácil realizar a gestão de um consultório, que vai desde um controle financeiro dos custos, despesas e receita, até o tratamento dos dados dos pacientes, agenda e prontuários.

É de extrema importância se aliar a um software médico desde o começo para evitar dores de cabeça lá na frente. Nesse artigo, listamos alguns softwares que você precisa conhecer e que podem te ajudar no dia-a-dia do consultório! 


E aí, o que achou das informações? Precificar sua própria consulta realmente não é uma tarefa fácil, mas esperamos ter fornecido um pouco de luz nesse complexo assunto!

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